Aos meus leitores de Mianmar

Há três países que não usam o sistema métrico decimal, e um membro dessa tríade é Mianmar — os outros dois são os Estados Unidos (oh!) e a Libéria (África Ocidental, cravada entre Guiné, Costa do Marfim e Serra Leoa; de nada).

Das míseras visitas diárias que este blogue tem — quando as tem —, uma ou duas vêm de Mianmar, país da Ásia Meridional vizinho de Bangladesh, Índia, China, Laos e Tailândia. Além das visitas inusitadas, o país me lembra também de um ranço meu: territórios que mudam de nome. Mianmar era anteriormente conhecido como Birmânia, nomenclatura que já era tradicional e mundialmente conhecida; não sei o que se passa na mente de governantes que simplesmente resolvem trocar o nome de um país, como o fez também o sr. Mobutu Sese Seko no Congo-Kinshasa.

O que chama a atenção nessas parcas visitas é sua constância. Uma ou duas, mas diariamente. Não sei o que um birmanês vem aqui procurar. Talvez estude português ou espanhol; talvez seja um hacker. Recebo também acessos desde os EUA, mas sabemos que há muitos brasileiros lá.

De qualquer modo, deixo meu agradecimento aos meus leitores de Mianmar. Boa sorte com o que quer que vocês façam.

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3 comentários

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3 responses to “Aos meus leitores de Mianmar

  1. Rapaz e não é que de ontem pra hoje eu estou com este raio de país na cabeça? Me veio a mente que eu poderia ser missionário ali, mas lendo, vi que lá eles mantém certas proibições aos não budistas, como não poder exercer cargos públicos, ingressar nas forças armadas e mesmo comer gratuitamente por um certo período da vida nos restaurantes do país (todo birmane quando moço deve, compulsoriamente, virar monge budista [daqueles que pegam fogo] pelo menos temporariamente e nesse tempo ele pode comer e se albergar em qualquer estabelecimento do pais).

  2. Meu marido acabou de me mostrar, todo feliz, que vc o agradeceu. Ele é o seu leitor aqui de Myanmar. Nós sempre ouvimos seu programa, Cafe do Sábado!

    • Sandro Matteotti

      Veronica!

      Finalmente descubro de onde vêm as visitas birmanesas. Fico feliz em chegar “tão longe”. Agradeço pela leitura e também pela audição do “Café”. Um grande abraço a você e ao marido.

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