Eu o saúdo, nobre amarelão!

Eu o saúdo, nobre amarelão!

É você, escolhido, agraciado com o medo preguiçoso, que sobreviverá às diatribes diárias. Seu futuro está garantido; estar fora da linha de tiro, sobre um muro, garante-lhe a isenção, o não-fui-eu, o só-estou-observando.

Sua inação é o salvo-conduto que lhe permite frequentar os jantares de elite, comer lagostas, comer sushi ou qualquer outra porcaria gastronômica da moda. Mas você é tão baixo que precisa de almofadas sob os fundilhos para alcançar a comida sobre a mesa.

Não termos mais guerra tornou os homens frouxos. Ainda se mantivéssemos algum espírito guerreiro nas contendas civis… não em armas, cavalheiro, mas com as palavras. E lhe digo que as palavras, muitas vezes, podem ser mais poderosas que as armas. Por isso você tem medo delas, por isso você se esconde detrás de uma mesinha de burocrata, cheio de ademanes, salamaleques, panos quentes e carimbos vermelhos de não. Na verdade, você é Plutão usando o elmo de Minerva, mas sua coruja é apenas um abutre. Você não é Minerva, é apenas uma pantomima ruim.

Abaixo os burocratas que dominaram todos os âmbitos da vida pública, estatal, paraestatal e pseudoprivada!

Abaixo os tecelões e fervedores de água!

São esses burocratas que nos danam a vida. Falava-se tanto da censura do Regime Militar, mas, hoje, o Estado não precisa se dar ao trabalho de censurar nada, pois o politicamente correto e as ultrassensibilidades conseguiram instalar um censorzinho, quase um cisto, no cérebro dos tecnoburocratas.

Abaixo os censorezinhos cistíticos, esses homúnculos! Furúnculos do tecido social!

Abaixo a palhaçada!

Abaixo a instituição-circo!

E esses homens, travestidos de falsa inteligência, mas com alguma esperteza, posam de idôneos. Sabem dos seus pés de barro, mas usam belos sapatos de couro alemão pra escondê-lo.

Mas eles têm séquito e quem lhes traga copos d’água e perguntem se a cadeira está confortável. Filhotes do burocrata, suas crias. Cuidado, burocrata! Esses que o cercam são édipos, mas não há oráculo que dirá quem o vai matar em troca da cadeira de rodinhas…

E os burocratas continuam nos administrando sopas insossas ou maltemperadas como se fossem o manjar dos deuses!

Abaixo a sopa!

Abaixo a covardia institucional!

Abaixo os homenzinhos!

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