E se fosse o contrário?

“O lugar da minha mulher é na cozinha”, disse o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, na frente da chanceler alemã, Angela Merkel. Essa foi a resposta “espirituosa” de Buhari a um jornalista que lhe perguntara sobre declarações da primeira-dama, que disse que não apoiaria o marido à reeleição que este não fizesse mudanças no governo. Merkel não disse nada, e estabeleceu-se o que se costuma chamar de “saia justa”.

Eu gostaria de saber a opinião dos multiculturalistas de esquerda, que estão sempre dizendo que o Ocidente tem de ser mais tolerante com outras culturas. Ou então o que dirão as feministas. Defenderão Buhari como defenderam Lula, que as cognominou “grelo-duro”?

Se fosse um chefe de Estado ocidental, como o presidente da França ou o primeiro-ministro da Itália? Certamente a coisa teria tomando ares de escândalo mundial; feministas francesas ou italianas pediriam a cabeça dos respectivos mandatários.

Buhari é muçulmano. Dirão as feministas, como já disseram em outras oportunidades, que a submissão da mulher no mundo islâmico é uma “escolha”. O problema não é o presidente da Nigéria reduzir a existência da esposa ao âmbito doméstico, mas o ocidental não entender que se trata de peculiaridade cultural. Afinal, não existem culturas inferiores ou superiores, não é mesmo?

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