Sete de Setembro

Sete de setembro. Eis um feriado que nunca me disse nada. Antes de atirarem pedras, perguntem-se se ele significa lhes algo.

No meu tempo de escola, lembro-me de ter cantado o hino nacional pontualmente uma ou duas vezes. A última delas foi uma homenagem a Ayrton Senna, no dia 2 de maio de 1994. Lembro-me bem porque Senna morreu no domingo, 1º de maio. Depois disso, não me lembro de ter cantado o hino em público.

É sintomático. A minha geração entrou na escola na primeira década da Nova República, época em que os símbolos pátrios “saíram de moda” por conta do uso insistente que o regime militar havia feito deles. A democracia e o freirianismo pernicioso os expulsaram da escola. Por isso temos uma geração com um conceito totalmente deturpado de pátria e de Estado, que espera tudo do Estado, mas não tem identidade com nada. Não apenas não tem identidade, é uma geração que tem ojeriza a qualquer coisa lhe lembre obrigação, por mais abstrata que seja.

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