Araraquara, quarta, 14h40

Tarde de quarta. Apesar do inverno legalmente vigente, o sol de Araraquara sapateava sobre as calçadas, levantando aquele mormaço seco tão típico. Do outro lado da rua 6, passando diante de um laboratório de análises clínicas, vem vindo um andarilho. A cada dois passos, ele faz um sinal estranho com o braço esquerdo. Um tique? Muito provavelmente. Mas parecia mais uma mandinga, uma maldição aos carros, à rua, à cidade, a quem vinha do outro lado da rua; u’a mandinga universal, para quem está nesta rua ou na avenida Paulista, na Friedrichstraße ou na Champs-Élysées.

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