Medo e preguiça

A gente em que as virtudes são fracas pode valer-se de vícios ou defeitos na busca de uma existência decente. O primeiro desses “defeitos virtuosos” é o medo. Fala-se muito do medo como traço de fraqueza, mas esse sentimento, aliado ao instinto de autoconservação, é benéfico àqueles que não foram agraciados pela Fortuna. Um azarado temerário é um risco para si e para quem o cerca, como aquelas pessoas que têm a rara condição de não sentir dor. O medo em doses bem-administradas é saudável.

O outro “defeito virtuoso” é a preguiça, que impede também ações destrutivas. O preguiçoso inapto, longe de ser um parasita de si mesmo, é alguém que transformou tal falha substituta da prudência.

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