Divagação sobre a escrita

Não aprendi muito sobre escrita nos últimos anos, porque simplesmente parei de escrever. Isso me acontece com algumas coisas; de tanto viver colado a elas, de repente me sobrevém uma ojeriza inexplicável. Foi o que aconteceu entre mim e a escrita; fora o fato de o meu cérebro ter se tornado um Kalahari de ideias.

Mas reparei algo interessante. O jovem escritor se preocupa muito com as formas, com as escolha das palavras, quase como alguém que esteja fazendo um mosaico. Quer reinventar a língua. Claro que a escolha das palavras é importante, mas é apenas uma parte da construção de um texto. O leitor médio vai se interessar pelo enredo daquilo que você está lhe pondo diante dos olhos; uma parcela mínima vai se atentar às palavras ou expressões ali colocadas para “dar um efeito”. O leitor quer ser impactado pelo que está sendo contado ali e não ter de recorrer ao dicionário três vezes por parágrafo.

Claro também que as referências e a boa construção do texto vão despertar um interesse, mas que é específico, do leitor treinado e das ratazanas da academia. E o excesso, o barroquismo, vai resultar num texto hermético e incompreensível.

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