Monthly Archives: Outubro 2014

A ressaca pós-eleitoral da esquerda

Conforme os resultados da eleição iam se delineando, era nítida a perda de posições do PT. Eduardo Suplicy, que disputava seu quarto mandato no Senado, foi vergonhosamente atropelado por José Serra (PSDB); o partido também perdeu a disputa para o Governo do Estado tentando emplacar Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, esmagado pelo candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB). A bancada petista na Assembleia do Estado foi reduzida quase à metade: de 24 para 14 cadeiras; na Câmara dos Deputados o decréscimo dentro da bancada paulista foi um pouco menor, de 14 para 11, mas a bancada do partido sofreu baixa considerável, caindo de 88 para 70 deputados.

Fora a derrocada da nanoesquerda — já a acostumada à derrota — nas majoritárias.

Bastou que esses resultados se consolidassem como irreversíveis para que a “esquerda festiva” começasse a choramingar e inocular seu veneno pelas redes sociais. E haja sal de frutas para tanta indigestão!

“De que adiantou sair às ruas no ano passado? Parece que ninguém quer mesmo mudar nada”, diziam mais ou menos postagens variadas de várias pessoas. Para mim, essa comparação é preciosa, pois mostra o que realmente moveu as manifestações de julho de 2013: como turba que tomou as ruas contra Deus e o mundo era minoritária.

A nanoesquerda que abraçou os protestos continua insignificante e não reflete a realidade majoritária do eleitorado, mostrando o caráter mínimo daquelas manifestações. Quanto do eleitorado paulista saiu às ruas? Possivelmente aquele 1% que votou em Luciano Genro (PSOL).

Isso mostra quão tirânica a esquerda pode ser, valendo-se de uma parcela ínfima da população para impor-se sobre uma maioria absoluta. Isso se chama revolução, não democracia. Democracia não se faz com minorias, mas com a vontade da maioria. Se querem mudanças, precisam convencer o eleitorado.

Que as urnas sosseguem os ânimos dos sovietes.

Anúncios

Deixe um comentário

Filed under Sem categoria