O hoje

A paz, a bonança e a diplomacia nos transformaram em seres sem ação, inertes, preocupados com quantas calorias ingerimos no almoço. A angústia de que não há nada a combater ou apenas ser ultrajado por uma causa mínima, como um assalto banal.

Não há novas terras para descobrir, já sabemos que o mundo é redondo e gira ao redor do sol. O que sobrou para o homem comum além de ver a silhueta da fábrica em que trabalha no ocaso? Acaso há algo além da mera ida e vinda do trabalho. Há algo além das flores cultivadas nos quintais?

A longevidade das instituições e o desejo de paz amoleceu a alma dos homens, que morre em cada pequena miséria. Se ontem tínhamos de matar leões, arrastar-nos pelas trincheiras e uma linha do horizonte infinita, hoje temos os malfeitos de escritório, a deglutição de sapos, a sensaboria consumista e as quinas dos tetos como máxima ambição.

Creio que acabou. Se não aparecer uma ruptura, o homem está condenado a ser escravo da própria cretinice.

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