O mundo lá fora

(editorial da Tribuna Impressa de Araraquara, de 4/3/2014)

Ainda estamos sob o regime de Momo, no reflexo do brilho das plumas e das passarelas cheias de luz e cores. Mas, para o mundo, este foi um Carnaval de dor. Na Venezuela, os espasmos contra um regime que, bem à moda carnavalesca, é apenas uma fantasia de democracia; na Ucrânia, um país que trinca pela herança maldita do tempo dos czares e do comunismo. Como praticamente todas as outras repúblicas da finada URSS, a Ucrânia foi parcialmente russificada: o Sul e o Leste do país são majoritariamente de língua e etnia russa.

O que não se imaginava é que, em pleno século 21, o Grande Urso colocaria “o bloco na rua” para resolver questões na sua esfera de influência — como já fizera com a Tchecoslováquia, em 1968, e com a Hungria, em 1956.

A crise estabelecida entre Ucrânia e Rússia pode ser o estopim da maior escalada militar no continente europeu desde a Guerra Civil da Iugoslávia (1991-2001) é liga o sinal de alerta na Europa, que, desde o fim da Segunda Guerra (1939-1945) esforça-se pela manutenção da paz no continente; e é isso que a União Europeia significa em termos mais amplos.

É bom estarmos atentos ao noticiário. Acreditamos viver num mundo de garantia de direitos, uma realidade que não tem mesmo cem anos — perto dos quase 5 mil de civilização humana — e é muito frágil. A Rússia está aí para provar isso.

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