Cinema

Estou muito longe de ser um cinéfilo. Não devo ter assistido a vinte filmes inteiros na minha vida toda. Não tiro o mérito de diretores, atores, contrarregras, produtores e a legião de profissionais que o tornam possível. Porém, acredito que o rótulo de “sétima arte” seja muito pomposo para uma “arte menor”, derivada da 5ª arte (o teatro), com a inclusão de aparato técnico.

O cinema, como o teatro, me dá uma espécie de “vergonha alheia”, uma angústia. Em suma, vontade de levantar no meio da sessão. Não sei como há gente que se acotovela em première de filme, passa noites sem dormir porque o lançamento de determinada película está próxima. São incompreensíveis os fãs daquelas sagas intermináveis, com cinco, sete filmes; casos graves de monomania. E os que fazem cosplay de filme, então? Vão a pré-estreias caracterizados.

Meu problema com o cinema vem da “imposição”. Filmes de duas horas em que os fatos vêm se impondo, sem freio, com seu próprio ritmo, sem tempo para uma análise mais detalhada. O que não ocorre com a literatura. Alguém me dirá: “Ah, mas dá pra parar o DVD, voltar, ver de novo”. Não na sala de projeção. Em um livro, para-se a qualquer tempo.

É essa “imposição” que mata o cinema. E também a glamourização de técnicas teatrais; fora o abuso de efeitos especiais, principalmente nos filmes americanos: tire os efeitos e veja o que sobra. Sou mais pelas produções curtas. Séries, documentários. Cinema é para os fortes.

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